sábado, 13 de junho de 2009

A construção da base alfabética

"Segundo Emília Ferreiro e Ana Teberosky, no livro Psicogênese da língua escrita, as concepções espontâneas que as crianças a partir de três anos de idade elaboram ao pensarem sobre a escrita convencional são as seguintes:
  • Uma figura não é para ler, embora possa ser interpretada.
  • Para que se possa ler, são necessárias outras marcas diferentes das figuras.
  • Para poder escrever, a criança inventa suas próprias letras.
  • As crianças consideram que as palavras servem para dizer os nomes das coisas.
  • As acham que palavras escritas com menos de três letras ou com letras repetidas não podem ser lidas.
  • Trata-se das hipóteses de quantidade e variedade de caracteres (conflito com a escrita alfabética).
  • Acreditam, num primeiro momento (hipótese silábica), que basta escrever uma letra para cada emissão sonora.
  • As crianças, então, enxertam letras, produzindo uma escrita ora silábica, ora alfabética (hipótese silábico-alfabética).
  • As crianças atingem a hipótese alfabética quando compreendem que, na escritura, as letras combinadas representam os sons da fala e que essa escritura obedece regras convencionadas socialmente. Alfabetizaram-se.
Essa evolução só é possível quando as atividades de leitura e escrita ocupam parte das atividades diárias propostas intencionalmente às crianças pelo professor em situações significativas.
Alfabetizar-se corresponde a compreender para que servem os sinais da escritura (letras, sinais, pontuação, separabilidade) e de que modo eles se articulam no tecido da escrita. É um complexo processo conceitual ( e não apenas perceptivo)."

Fonte:
Proposta Didática de Alfabetização: Para Casa ou Para Sala?
Lourdes Eustáquio Pinto Ribeiro
Editora Didática Paulista - São Paulo, 1999.

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